domingo, 15 de setembro de 2013

Flicampos



“Flicampos - o maior evento cultural do ano.” Fonte: Site da prefeitura de Ponta Grossa: http://pontagrossa.pr.gov.br/node/12287



A Flicampos é um evento literário que ocorre todo ano, conta com vários convidados especiais que dão palestras sobre assuntos que evolvem a literatura, até mesmo escritores são convidados para dar assim palestras sobre o seu histórico. 



Alem disso, Flicampos conta também com estandes de vendas de livros e estandes para as crianças, com os trabalhinhos delas e para também o divertimento das mesmas, aprendendo sempre algo novo e bom a respeito dos livros. Embora este ano a Flicampos tenha sido realizada em um lugar novo, possuindo meio que difícil acesso para o publico e assim ficando meio que “escondida”, não tendo sido bem divulgada pelas mídias e esta ano ter sido menor que o ano passado... A Flicampos foi bem visitada e teve um publico até que bom, mas não chegando a lotar. 




Este ano a mesma possuía um formato de “E” um corredor principal com ramificações que eram becos sem saída, dando em algum estande, isso fez com que muitos nem entrassem nesses “becos sem saída” e assim os estandes que ficavam neles, não tinham assim um grande aprecia mento do publico assim como os estandes que ficaram no corredor principal, fora o “palco principal” do evento que nada mais era do que um tablado colocado no meio da entrada do evento, possuindo pouquíssimos lugares para se sentar alem de praticamente estrovar na entrada principal do evento. Havia também um corredor “escondido” assim como um “Easter Egg” de jogos, neste corredor havia vários estandes com cartazes, desenhos e outros, ou seja trabalhinhos realizados pelas crianças de escola e institutos... Por estar meio que “escondido” isso leva a pensar que “Ah, isso não é tão importante então vamos deixar de lado ali.” 




Bem pensado para um evento que serve para trazer e elevar a cultura da cidade a tornando “destacável” além de apreciável... Bem isso é de menos, enquanto aos estandes do corredor principal, eram variados, muitos vendendo livros (livros infantis e de sagas tipo Crepúsculo e Fallen era o que não faltava), outros eram lojas que não tinham muito haver com livros e havia também um estande da cultura japonesa, ou seja, de animes e mangas. Na realidade, coisas para as crianças era o que não faltava lá, havendo até um lugarzinho de contos para elas. A praça de alimentação era em formato de “O” sendo metade barraquinhas de lances e outra de cadeiras, não muito grande e também não muito importante. 



Comparado com o evento do ano passado este Flicampos estava muito fraco, desde o lugar onde se passava as palestras “o palco” até a venda dos livros que não possuía muita variedade e o preço não se diferenciava muito de estande para estande nem mesmo com a livraria do shopping, até mesmo os livros dos autores que faziam as palestras ali no próprio evento eram raros de serem encontrados nos próprios estandes do evento que trazia aqueles autores.  




Alem disso não se sabia onde que poderia pegar informações sobre o evento como de quem iria aparecer ali no dia e não possuía nem um guia ali, fixo em um lugar (banner mesmo) informando os horários e os convidados que iriam aparecer ali.



 Bem, mas este evento é importante para Ponta Grossa e deve ser muito mais valorizado, não apenas para servir como “evento de inauguração” das novas obras realizadas ali naquele lugar, mas sim para manter os moradores da cidade e turistas bem informados, com sua cultura em dia, conhecendo coisas novas e historias novas vindas com aqueles convidados que deram as palestras e principalmente convivendo bem com os livros, fazendo os mesmo a quererem adquirir aqueles livros para lerem em suas casas ou até mesmo no próprio evento em um “cantinho para leitura”.

Minha filmagem do evento todo dia 12:



Palestra de Carlos Moore dia 12:

Resumo de sua historia que o mesmo contou lá:
Filho de pai desconhecido e com isso motivo de ódio e repudio pela mãe, contra o mesmo, chamado de Pixon que significa negro misturado, de Cuba e algum de outro território, como Jamaica ou África. Desde pequeno incentivado pela política de branqueamento de Cuba e recusando esta ideia, porem tendo que aceitar a força assim como outros negros de Cuba, nos Estados Unidos, ele conseguiu a abrir a mente deixando essa realidade de lado, conhecendo outros negros que tinham orgulho de serem negros diferentes da realidade de Cuba e assim começou a aceitar ele mesmo. Foi quase morto em Cuba por ter ido contra o governo de Fidel falando que o mesmo era racista, porem foi obrigado a assinar uma declaração onde anulava esta sua acusação e assim assinou para não ser assassinado, logo foi mandado para o campo de trabalho. Viveu feliz e escreveu livros sobre sua historia, após sair de Cuba.


Texto, Imagens, Gravação: Erick E. B.